A Saúde da Mulher está na pauta da Prefeitura de Itatiba, que, por meio da Secretaria da Saúde, a partir deste mês das mulheres vai dobrar a realização de cirurgias eletivas mensais. Hoje são realizadas 10 cirurgias eletivas (com data agendada) de saúde da mulher por mês, passando agora para 20. São procedimentos para tratamento cirúrgico de câncer de mama, colo de útero, entre outros, exclusivos do público feminino. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 08 de março, Dia Internacional da Mulher.
De acordo com o prefeito Thomás Capeletto de Oliveira, essa medida só foi possível devido a um melhor planejamento de recursos que já são destinados pelo município à Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. "Assim que assumimos nossa gestão, pedi um levantamento sobre como estava essa parte, porque ouvi de muitas mulheres que passavam essa dificuldade. Constatada que havia de fato uma grande demanda, buscamos uma alternativa, e ela veio com um melhor planejamento dos recursos dentro do Plano Operativo com a Santa Casa de Itatiba. Não houve nenhum impacto adicional de orçamento", diz.
"Na saúde da mulher, todo dia tem que ser rosa, não só o mês de outubro - quando há ações pontuais - que também são validas, mas que podem ser mais constantes, se houver um bom planejamento. Pensando nisso, a Secretaria de Saúde, em parceria com a Santa Casa, está tomando medidas consistentes para aprimorar o cuidado com a mulher", afirma o secretário adjunto de Saúde, Lucas Zeponi DalAcqua. "Gostaria de agradecer ao Dr. Angelo Alves Fernandes Neto - ginecologista e ao provedor, Emerson Netto, que deram suporte a essa solicitação do poder público", finaliza. As cirurgias são feitas 100% na Santa Casa, pelo SUS, e atendem mulheres de todas as faixas etárias.
Tratamento cirúrgico aumenta chances
O câncer de mama é um dos que mais mata mulheres no Brasil. Só em 2019, ele foi o responsável por mais de 18 mil mortes femininas* (16,4% do total de causas de morte entre o público feminino). O câncer de útero vem na quarta posição, tento tirado a vida de mais de 6.500 mulheres em todo país naquele ano (6% das mortes femininas). Acelerar a realização do tratamento cirúrgico impacta em maior possibilidade de sucesso de cura.
* Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), março 2021