Representantes de cinco municípios paulistas estiveram na tarde de segunda-feira (12) no Palácio dos Bandeirantes para a apresentação de um software, que deverá ser utilizado para a criação de um Plano Municipal de Resiliência.
O documento é parte do terceiro ciclo do projeto "Construindo Cidades Resilientes", da Organização das Nações Unidas. Itatiba é uma das sete cidades no Brasil aptas a participar dessa etapa e esteve representada no encontro pela Coordenadora da Defesa Civil, Leila Cavallaro.
O software é baseado no Plano Municipal de Resiliência de Campinas e auxiliará os demais municípios a incluírem os principais dados que devem ser analisados nesse trabalho, que é considerado complexo e detalhado. Fernando Perez de Britto, Diretor da AI Systems Research, empresa que elaborou a ferramenta, destacou os principais pontos de utilização, confirmando que as Prefeituras poderão fazer uso do programa sem custos.
Sidnei Furtado, Coordenador Regional de Defesa Civil, pontuou a participação de Itatiba no projeto. "O Plano Local de Resiliência preconizado pela ONU, é uma das demandas estabelecidas pelo Marco de Sendai, com implementação até 2020 e, sendo elaborado via software, já estará dentro de um padrão estabelecido pela ONU. A cidade de Itatiba tem colaborado e participado, foi a segunda cidade a aderir ao programa na RMC e esperamos que seja a segunda ou a terceira a criar o plano local", destacou.
Para Leila Cavallaro, os próximos passos serão dados em conjunto com outras secretarias municipais. "Já temos o Comitê Municipal, fizemos o scorecard e agora usaremos a ferramenta para dar andamento efeito ao Plano Municipal. É mais amplo que a questão de alagamentos e deslizamentos. Temos vários riscos e vamos avaliar globalmente, trabalhando em conjunto com as secretarias", afirmou.
EXERCÍCIO SIMULADO
Em fevereiro, a Defesa Civil de Campinas realizou um primeiro exercício para testar a reação da Prefeitura de Itatiba a um evento de catástrofe. Cerca de 50 servidores participaram da prática.
O auditório do Centro Administrativo transformou-se em um Centro de Operações de Emergência (COE). Os secretários municipais assumiram uma pasta diferente daquelas que estão habituados, para que entendessem as dificuldades e desafios de outros setores.
O objetivo é que o município esteja preparado para atuar em eventuais situações de catástrofe diversas, como enchentes, deslizamentos, incêndios e outros.