Os bombeiros de Itatiba participam até a próxima quarta-feira, dia 13 de janeiro, de um treinamento para resgate aquático em águas escuras no lago do Parque Luís Latorre. A capacitação envolverá todos os bombeiros da corporação municipal que se dividem em grupos nos períodos da manhã e da tarde. Os treinamentos com a primeira turma foram realizados na tarde desta segunda-feira, dia 11 de janeiro.
"Nossos bombeiros são profissionais dedicados e estão sempre se aprimorando. Quem ganha é a população, que conta com um serviço eficiente", comentou o Prefeito João Fattori.
Para a execução do treinamento, um carro com esta finalidade foi submerso no lago para a simulação do resgate de vítimas. No carro, um boneco simula uma vítima e o objetivo é resgatá-la. Ao final das atividades o veículo será removido do lago.
Durante o treinamento, os bombeiros se revezam durante o mergulho. "O objetivo da capacitação é aprimorar o treinamento para os casos de acidentes que envolvam a submersão de veículos e afogamento. Esse treinamento é importante para que a corporação preste um serviço cada vez melhor à população de Itatiba", disse o Chefe de Instrução do Corpo Municipal de Bombeiros, Jeferson Montico, que aplicou os exercícios de salvamento, mergulho e busca de vitimados em águas de difícil visibilidade.
A primeira etapa da ação foi realizada no final do mês de outubro do ano passado em águas limpas em uma piscina cedida pelo São João Futebol Clube.
"Vale destacar que os treinamentos não interferem nos atendimentos de urgência e emergência que são executados pelos bombeiros normalmente neste período de capacitação", lembrou o Secretário de Segurança e Defesa do Cidadão, Cel. Benedito Roque de Souza.
Afogamentos e cuidados
O treinamento de resgate aquático é importante, pois com as altas temperaturas registradas e o período de férias escolares é comum aumentar o número de banhistas em piscinas e rios. E os acidentes com afogamentos ocorrem principalmente devido à imprudência dos banhistas. Por isso, a população deve ser orientada a evitar riscos desnecessários, além de se informar sobre como prevenir acidentes.
Em piscinas, é aconselhável que as pessoas usem apenas clubes que tenham o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros e Guarda Vidas. É importante também evitar nadar sozinho. Muitas vezes, uma cãibra ou um cansaço pode fazer a pessoa perder a força e se afogar.
O risco é maior em rios, principalmente devido à força da correnteza e também pela profundidade.
As crianças devem evitar brincadeiras de mau gosto, como ‘caldos', ‘trotes' ou ‘saltos'. A profundidade de um rio ou de uma piscina muitas vezes é pequena e saltos podem machucar ou até contribuir para um possível afogamento. Os conhecidos ‘trotes' e ‘caldos' podem também ser fatores de risco para afogamento, principalmente para crianças pequenas. Essas dicas valem para lagos e lagoas. Qualquer lugar, sem a devida sinalização, oferece risco.
É necessário que o banhista tenha conhecimento do trecho da água que ele vai entrar. Quem presenciar um afogamento não deve se jogar na água e sim buscar algum material, como corda, para jogar no rio e tentar puxar a vítima. Ao sair da água, deve-se colocar a vítima de lado para que ela libere a água. Se a retirada da vítima não for possível, deve-se solicitar imediatamente a ajuda do Corpo de Bombeiros, que pode ser contatado pelo telefone 193. "Atento para que a população ao fazer a ligação para o número de emergência que pergunte ao atendente qual a cidade em que caiu a ligação, pois algumas chamadas realizadas via celular podem cair em municípios diferentes, o que pode contribuir para a demora no atendimento à vítima", completou Montico.
Algumas dicas importantes:
- Conheça bem o local escolhido para nadar, atente para as sinalizações por placas para alertar o perigo. Se existir a placa, o banho é proibido.
- Não superestime sua capacidade física, na água ela é insegura.
- Evite nadar sozinho, tenha sempre companhia. Pode ser o seu socorro.
- Procure as áreas destinadas a banhistas, seus riscos são menores.
- Não consuma bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes de nadar.
- Após as refeições, faça um repouso mínimo de três horas antes de nadar.
- Ao sentir dificuldade, não deixe de pedir socorro.
- Sempre nade paralelo e próximo à margem.
- Se entrar em uma correnteza, nade transversalmente a ela e não contra. Peça socorro e procure manter a calma.
- Não nade em cavas, cachoeiras e rios.
- Os banhistas que sabem nadar também devem estar atentos. Muitos se afogam por acreditarem que conhecem o local.
- Ao identificar um caso de afogamento, não tente nada heróico, chame por socorro.
- Para salvamento prefira cordas, galhos e boias.
- Se não houver tempo para aguardar o socorro, procure por alguém próximo que tenha experiência com a água. Peça que a vítima fique de costas para você e evite que ela o agarre para evitar que ambos se afoguem.
- Ao andar de barco, caiaque, lancha ou jet-ski use sempre equipamentos de segurança, sobretudo coletes salva-vidas.
- Nunca deixe bebês sozinhos no banho ou que crianças pequenas brinquem sozinhas próximas a piscinas, rios, açudes, riachos, lagos ou praias.
- Nas crianças, boia de braço não é segurança. Apenas 2,5 cm de água são suficientes para afogar uma criança.
- Boa parte dos afogamentos acontecem por distrações de apenas 10 segundos, por isso é necessário redobrar os cuidados.
- Cuidado com os mergulhos. Os braços esticados não impedem que você bata com a cabeça. Os saltos de pontes, árvores e barrancos estão associados a um risco maior desse tipo de acidente, porque quanto maior for a altura do salto, maior é a força com que seu corpo vai se chocar contra algum obstáculo embaixo d'água.
O afogamento é a sufocação por um fluído, geralmente a água. A consequência mais importante do afogamento é o encharcamento dos pulmões impedindo a respiração e reduzindo o nível de oxigênio no sangue, podendo levar a parada cardíaca. A maioria das vítimas de afogamento apresenta hipotermia.
Cuidados no local:
- Retirar a vítima do local do afogamento.
- Chamar os bombeiros pelo 193.
- Realizar reanimação se necessário e tiver formação.
- Não se deve colocar a vítima de cabeça para baixo porque pode vomitar e aspirar o vômito para os pulmões.