Os bombeiros de Itatiba participaram de um treinamento de resgate aquático em uma das piscinas do São João Futebol Clube. A capacitação, que foi realizada entre terça e quinta-feira da semana passada, dias 29 e 30 de setembro e 1º de outubro, envolveu todos os bombeiros que se dividiram nos períodos da manhã e da tarde.
"O objetivo da capacitação foi aprimorar o treinamento para os casos de afogamento, já que nesta época este tipo de ocorrência aumenta. Agradeço ao clube São João por ter disponibilizado o espaço e destaco que a importância desse treinamento para a corporação prestar um serviço acada vez melhor à população de Itatiba", disse o Chefe de Instrução do Corpo Municipal de Bombeiros, Jeferson Montico, que aplicou os exercícios de salvamento, mergulho e busca de vitimados em águas limpas.
A próxima etapa será um treinamento em águas escuras, que acontecerá no lago do Parque Luís Latorre em data ainda a ser definida.
"Nossos bombeiros são profissionais dedicados e estão sempre se aprimorando. Quem ganha é a população, que conta com um serviço eficiente", comentou o Prefeito João Fattori.
A importância do treinamento
O treinamento de resgate aquático é importante, pois com as altas temperaturas registradas é comum aumentar o número de banhistas em piscinas e rios. E os acidentes com afogamentos ocorrem principalmente devido à imprudência dos banhistas. Por isso, a população deve ser orientada a evitar riscos desnecessários, além de se informar sobre como prevenir acidentes.
Em piscinas, é aconselhável que as pessoas usem apenas clubes que tenham o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros e Guarda Vidas. É importante também evitar nadar sozinho. Muitas vezes, uma cãibra ou um cansaço pode fazer a pessoa perder a força e se afogar.
O risco é maior em rios, principalmente devido à força da correnteza e também pela profundidade.
As crianças devem evitar brincadeiras de mau gosto, como ‘caldos', ‘trotes' ou ‘saltos'. A profundidade de um rio ou de uma piscina muitas vezes é pequena e saltos podem machucar ou até contribuir para um possível afogamento. Os conhecidos ‘trotes' e ‘caldos' podem também ser fatores de risco para afogamento, principalmente para crianças pequenas. Essas dicas valem para lagos e lagoas. Qualquer lugar, sem a devida sinalização, oferece risco.
É necessário que o banhista tenha conhecimento do trecho da água que ele vai entrar. Quem presenciar um afogamento não deve se jogar na água e sim buscar algum material, como corda, para jogar no rio e tentar puxar a vítima. Ao sair da água, deve-se colocar a vítima de lado para que ela libere a água. Se a retirada da vítima não for possível, deve-se solicitar imediatamente a ajuda do Corpo de Bombeiros, que pode ser contatado pelo telefone 193.
"Atento para que a população ao fazer a ligação para o número de emergência que pergunte ao atendente qual a cidade em que caiu a ligação, pois algumas chamadas realizadas via celular podem cair em municípios diferentes, o que pode contribuir para a demora no atendimento à vítima", completou Montico.
Algumas dicas importantes:
- Conheça bem o local escolhido para nadar, atente para as sinalizações por placas para alertar o perigo. Se existir a placa, o banho é proibido.
- Não superestime sua capacidade física, na água ela é insegura.
- Evite nadar sozinho, tenha sempre companhia. Pode ser o seu socorro.
- Procure as áreas destinadas a banhistas, seus riscos são menores.
- Não consuma bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes de nadar.
- Após as refeições, faça um repouso mínimo de três horas antes de nadar.
- Ao sentir dificuldade, não deixe de pedir socorro.
- Sempre nade paralelo e próximo à margem.
- Se entrar em uma correnteza, nade transversalmente a ela e não contra. Peça socorro e procure manter a calma.
- Não nade em cavas, cachoeiras e rios.
- Os banhistas que sabem nadar também devem estar atentos. Muitos se afogam por acreditarem que conhecem o local.
- Ao identificar um caso de afogamento, não tente nada heróico, chame por socorro.
- Para salvamento prefira cordas, galhos e boias.
- Se não houver tempo para aguardar o socorro, procure por alguém próximo que tenha experiência com a água. Peça que a vítima fique de costas para você e evite que ela o agarre para evitar que ambos se afoguem.
- Ao andar de barco, caiaque, lancha ou jet-ski use sempre equipamentos de segurança, sobretudo coletes salva-vidas.
- Nunca deixe bebês sozinhos no banho ou que crianças pequenas brinquem sozinhas próximas a piscinas, rios, açudes, riachos, lagos ou praias.
- Nas crianças, boia de braço não é segurança. Apenas 2,5 cm de água são suficientes para afogar uma criança.
- Boa parte dos afogamentos acontecem por distrações de apenas 10 segundos, por isso é necessário redobrar os cuidados.
- Cuidado com os mergulhos. Os braços esticados não impedem que você bata com a cabeça. Os saltos de pontes, árvores e barrancos estão associados a um risco maior desse tipo de acidente, porque quanto maior for a altura do salto, maior é a força com que seu corpo vai se chocar contra algum obstáculo embaixo d'água.
O afogamento é a sufocação por um fluído, geralmente a água. A consequência mais importante do afogamento é o encharcamento dos pulmões impedindo a respiração e reduzindo o nível de oxigênio no sangue, podendo levar a parada cardíaca. A maioria das vítimas de afogamento apresenta hipotermia.
Cuidados no local:
- Retirar a vítima do local do afogamento.
- Chamar os bombeiros pelo 193.
- Realizar reanimação se necessário e tiver formação.
- Não se deve colocar a vítima de cabeça para baixo porque pode vomitar e aspirar o vômito para os pulmões.