A Emeb 'Rosa Scavone' foi a escola itatibense sorteada para participar do PISA (Programme for International Student Assessment - Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) e no último dia 6 de maio teve 10 alunos, todos nascidos em 1999, realizando uma prova, cuja duração foi de 5 horas.
"Os alunos se empenharam bastante na execução das questões que envolveram conhecimentos de Ciências, Matemática e Língua Portuguesa. Dois alunos foram sorteados para a responderem questões relacionadas à educação financeira", contou Luciana Bortoletto Rela, Diretora de Programas e Eventos Educacionais da Secretaria da Educação e Formadora de Ciências.
O PISA é uma iniciativa de avaliação comparada, aplicada a estudantes do mundo todo. O programa é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em cada país participante há uma coordenação nacional. No Brasil, o PISA é coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Brasil é o único país sul-americano que participa do Pisa desde sua primeira aplicação em 1998. O resultado é divulgado por país, não por escola.
Carlos Daniel de Paula Rodrigues é aluno do 9º ano da Emeb 'Rosa Scavone' e foi um dos dez que fez a prova do PISA. Segundo ele, o grau de dificuldade da avaliação foi razoável. "Fiquei meio cismado, mas o apoio dos professores me deixou mais seguro. Gostei muito de fazer a prova, porque foi diferente. Acho que cresci como pessoa", disse.
O objetivo do PISA é produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países participantes, de modo a subsidiar políticas de melhoria do ensino básico. A avaliação procura verificar até que ponto as escolas de cada país participante estão preparando seus jovens para exercer o papel de cidadãos na sociedade contemporânea. Além de observar as competências dos estudantes em Leitura, Matemática e Ciências, o PISA coleta informações para a elaboração de indicadores contextuais, que possibilitam relacionar o desempenho dos alunos a variáveis demográficas, socioeconômicas e educacionais.
Essas informações são coletadas por meio da aplicação de questionários específicos para os alunos, para os professores e para as escolas. Os resultados desse estudo podem ser utilizados pelos governos dos países envolvidos como instrumento de trabalho na definição e refinamento de políticas educativas, procurando tornar mais efetiva a formação dos jovens para a vida futura e para a participação ativa na sociedade.
As avaliações do PISA acontecem a cada três anos e abrangem três áreas do conhecimento - Leitura, Matemática e Ciências - havendo, a cada edição do programa, maior ênfase em cada uma dessas áreas. Em 2000, o foco foi em Leitura; em 2003, Matemática; e em 2006, Ciências. Em 2009, iniciou-se um novo ciclo do programa, com o foco novamente recaindo sobre o domínio de Leitura; em 2012, foi novamente Matemática; e em 2015, Ciências, além da inclusão de novas áreas do conhecimento: Competência Financeira e Resolução Colaborativa de Problemas.
O PISA é aplicado de forma amostral, segundo critérios definidos pela OCDE. Neste ano, a avaliação é 100% feita no computador e abrange as áreas de Ciências, Matemática, Leitura, Resolução Colaborativa de Problemas e Competência Financeira. No Brasil, a realização do PISA ocorre no mês de maio para estudantes selecionados de todos os estados. A avaliação vai envolver, aproximadamente, 33 mil estudantes distribuídos em 965 escolas. As informações contextuais serão coletadas por meio de três tipos de questionários: Questionário do Aluno, Questionário do Professor e Questionário da Escola.
O Brasil no PISA
No último PISA, em 2012, em sua quinta participação, cujo o foco foi em Matemática, o Brasil melhorou o desempenho considerando a média das três áreas, e quando comparado com 2003, foi o país que mais cresceu em Matemática.