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17 MAR 2015
CULTURA: Bate papo e entrosamento entre público e elenco marcam 'Abajur Lilás'
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O público do Teatro Ralino Zambotto aplaudiu e foi aplaudido pelo elenco da peça ‘Abajur Lilás', encenada no último domingo, dia 15 de março. Durante aproximadamente uma hora, a atenção de todos foi consumida pela brilhante atuação dos atores que retrataram muito bem as personagens sem pudores de Plínio Marcos, na remontagem deste que é um dos textos mais consagrados do autor. No final, os atores propuseram um bate papo a respeito da peça e agradeceram o prestígio do público, o apoio da Prefeitura de Itatiba e elogiaram a estrutura do Teatro.

O elenco formado pelos atores Fernanda Viacava, Isadora Ferrite, Josemir Kowalick, Daniel Morozetti e Carol Marques entreteu e questionou cada um dos presentes. "Gostei muito da peça e de como mostrou uma fase do País que não vivi. Também traz consciência sobre uma realidade que existe nos bastidores da sociedade atual, esse mundo marginal de prostíbulos sem o mínimo de respeito, de dignidade. Foi chocante e muito bom", afirmou Luciana Patrícia de Souza, que é consultora de qualidade e também atriz amadora.

Impressões e bate papo com atrizes

Miguel Evangelista Regis, que assistiu a peça e disse ser fã do trabalho de Plínio Marcos, criticou as pessoas que hoje em dia defendem a volta da ditadura e ressaltou a qualidade das peças trazidas para Itatiba. "Eu sempre que posso venho, já estou acostumado a passar pelo Museu e buscar meu ingresso. Só ano passado assisti mais de 15 espetáculos aqui. Itatiba está de parabéns pela quantidade e também qualidade das peças", ressaltou.

 

Meire Melo e Marco Antonio Marianno entusiastas da arte teatral e também atores deram suas opiniões mais técnicas sobre do espetáculo. "O trabalho de concepção de cenário e iluminação são maravilhosos, nada óbvios e nos leva a sentir o confinamento pessoal das personagens", comentou Meire. O namorado Marco complementou: "as soluções realmente foram inovadoras, com cenas criativas e introduções de recursos cênicos impressionantes".

Após a apresentação, as atrizes Fernanda Viacava, Isadora Ferrite, que interpretaram as prostitutas Dilma e Célia, conversaram com o público sobre a temática do texto e elogiaram a ocupação maciça das poltronas do teatro, além do incentivo da Prefeitura.

"Fico arrepiada em dizer a vocês como é pra gente, ao acender as luzes no final do espetáculo, ver a casa cheia! Ainda mais em um teatro tão bonito e num domingo a noite, no interior! É muito especial percebermos que existe esse incentivo por parte do governo municipal fora da capital.O Circuito Cultural Paulista vem cumprindo um ótimo papel levando teatro para todo o estado. Peço que conheçam o que acontece em São Paulo, mas façam teatro aqui, apoiem grupos da cidade, prestigiem, é muito importante esse movimento", incentivou Isadora.

Maria Cecília Cyrino Moreira, diretora da Companhia Teatral Mensageiros da Arte, de Itatiba, elogiou não só a montagem e a atuação do elenco, mas também a iniciativa dos atores conversarem com a plateia ao final do espetáculo.

"Realmente esse incentivo é muito importante. Geralmente nós, atores locais, temos outras profissões e não podemos nos agarrar a horas e horas diárias de ensaio. Acabamos montando todo espetáculo em finais de semana e ainda temos que cuidar de cenário e figurino. É todo um trabalho de bastidores que quem assiste nem imagina! Felizmente as mais de vinte vezes que nosso grupo se apresentou aqui na cidade foram todas com público lotado! É muito gostoso ter o carinho das pessoas que conhecem e incentivam nossa arte'', disse, convidando para os próximos dias de apresentação da peça de sua autoria 'O Príncipe das Maçonaria', texto bem humorado que ganhará vida nos palcos do Teatro Ralino Zambotto nos dias 4 e 5 de abril.

Abajur Lilás, uma metáfora sobre a ditadura

'Abajur Lilás', foi remontado em 2014 pela Companhia Triptal dirigida pelo ator e diretor André Garolli, como marco aos 15 anos da morte do autor Plínio Marcos e os 50 anos do início da Ditadura Militar no Brasil, evento que é tratado em forma de metáfora. O cenário é um prostíbulo, que representa a sociedade da época, onde vítimas do autoritarismo do cafetão Giro, as prostitutas Dilma, Célia e Leninha, na sua insubmissão, encarnam diferentes forças atuantes, correspondentes aos diferentes grupos sociais que eram subjugados ao duro período de ditadura. Um ambiente onde os jogos de poder e os conflitos de interesses podem reduzir o valor da vida a menos que um abajur lilás.

Violência contra a mulher

Ainda que funcione como uma alegoria da sociedade, o espetáculo também está inserido em um nível mais pessoal, mostrando que a violência contra a mulher é reflexo de uma violência mais abrangente. Assim, Abajur Lilás faz parte da campanha ‘Itatiba em Defesa da Mulher, Contra a Violência', uma mobilização proposta pelo Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de Itatiba neste mês de março, considerado o mês da Mulher, que visa a conscientização da comunidade sobre este tema tabu.

A apresentação faz parte do Circuito Cultural Paulista, uma realização da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com a Prefeitura de Itatiba e coprodução da Associação Paulista dos Amigos da Arte - APPAA.

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