A crise hídrica enfrentada pelo Estado de São Paulo, e também por outras regiões do País, está levando as pessoas, como forma de prevenirem diante de um possível racionamento, a armazenarem água em casa, reaproveitando a chuva. Para esta prática, é preciso alguns cuidados para se evitar a proliferação dos mosquitos transmissores da dengue e da chikungunya.
O Departamento de Combate à Dengue da Prefeitura explica que ao armazenar água para uso doméstico é necessário adotar alguns cuidados para que esses recipientes não se tornem criadouros dos mosquitos Aedes Aegypti e Albopictus. Esses mosquitos, causadores da dengue e da chikungunya, se reproduzem através da colocação de ovos nas bordas de qualquer recipiente com água limpa e parada. Um cuidado especial deve ser adotado quando a água for armazenada para consumo humano. "Verifique se os recipientes disponíveis não serviram anteriormente à guarda de produtos tóxicos ou outros materiais que possam vir a comprometer a sua qualidade", atenta o coordenador do Programa de Combate à Dengue da Prefeitura, Luiz Henrique Monte.
As orientações são para que se mantenha o recipiente onde a água é coletada e/ou armazenada tampado, de preferência com a tampa original ou adaptando uma tela de malha bem fina que impossibilite a passagem do mosquito e a presença de detritos. Se não for possível usar a tampa original, nem uma tela, providenciar uma cobertura, observando se não restam frestas, principalmente nas laterais. No caso de usar uma lona, é preciso cuidado para que não haja acúmulo de água quando chover. É importante Adotar uma rotina de escovação da borda do recipiente no mínimo uma vez por semana.
Para intensificar a conscientização relacionada ao armazenamento de água, o Departamento de Combate à Dengue da Prefeitura, por meio da visita casa a casa que faz parte da rotina dos agentes de saúde, está frisando a questão junto à população. As visitas estão acontecendo, inclusive, na área rural da cidade.
Região
Graças ao envolvimento da população e ao trabalho de conscientização realizado pela Prefeitura, Itatiba tem mantido a dengue sob controle. No entanto, é preciso estar atento. Neste mês de janeiro, Itatiba ainda não registrou nenhum caso de dengue, mas já há casos confirmados nos municípios de Campinas, Cosmópolis, Indaiatuba, Paulínia, Pedreira, Valinhos, Americana, Sumaré, Campo Limpo Paulista, Santo Antônio de Posse, Amparo, Serra Negra, Jaguariúna, Monte Mor, Artur Nogueira, Hortolândia, Santa Bárbara D'Oeste, Jundiaí e outros. Uma rápida pesquisa na internet permite verificar a situação, o que é muito importante principalmente para aqueles que transitam pela região, seja a trabalho, a estudo ou a passeio. Lembrando que os casos importados tem sido a maioria dos registrados em Itatiba.
Ainda que mais afastadas, outras regiões do Estado estão enfrentando uma situação mais complicada, inclusive com mortes decorrentes da dengue. Limeira está em estado de alerta, com mais de 130 casos confirmados neste início de ano. Sorocaba, Guararapes, Catanduva, Paraguaçu Paulista e Penápolis decretaram estado de emergência devido ao elevado número de casos de dengue. Até o momento já são sete mortes decorrentes da dengue no interior do Estado de São Paulo.
Locais com grande fluxo de turistas também estão enfrentando problemas. Peruíbe, litoral de São Paulo, já concentra o maior número de casos de dengue daquela região. Foram registrados neste início de ano, 42 casos de dengue em Peruíbe, 8 em Mongaguá, 9 em Bertioga, 2 em Santos e 3 em Praia Grande.
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