A primeira Feira de Trocas de Itatiba de 2015 e quinta edição promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura, aconteceu no último domingo, dia 25 de janeiro. Assim como nas edições anteriores, o evento foi realizado no pavilhão central do Parque Luís Latorre, como forma de promover a interação social em espaço aberto e próximo à natureza, ao mesmo tempo em que propõe uma reflexão sobre o consumo responsável e a geração excessiva de resíduos decorrentes do consumismo.
"É com muita satisfação que realizamos a quinta edição da Feira de Trocas, promovendo sustentabilidade e conscientização. A crise da falta de água que muitas cidades enfrentam atualmente nos coloca frente à realidade da escassez dos recursos naturais, por isso é importante despertar as pessoas para que sejam responsáveis na sua relação de consumo a fim de que minimizemos os efeitos negativos para as próximas gerações", alertou o Prefeito João Fattori.
A ligação entre a água e os demais materiais que consumimos no dia a dia é bastante estreita, pois além das residências e da agropecuária, um dos maiores responsáveis pelo consumo de água no planeta é a indústria. De acordo com relatório da Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, para se produzir uma calça jeans, por exemplo, são consumidos nada menos que 15 mil litros de água, já uma simples camiseta de algodão precisa de 3,7 mil litros na sua produção.
Luciano Casarin, 44 anos, morador do Condomínio Beija Flor, visitou Feira pela primeira vez e não sabia desse impacto direto do consumo industrial nos recursos hídricos. "Eu sabia que essa prática da troca ajuda na questão do meio ambiente, mas a relação com a água eu não sabia. É importante ter essa feira, inclusive com mais frequência. As pessoas guardam muita coisa em casa e às vezes querem trocar por coisas do interesse delas. É legal", avaliou Luciano.
Conscientização em família
Na Feira a população é estimulada a pensar sobre sua relação com o consumo e promover a economia sustentável por meio da troca de objetos e serviços entre os participantes. Entre os itens trocados nas edições da Feira, houve uma grande variedade de objetos expostos, como bicicletas, aparelhos eletrônicos, roupas, calçados, moedas e dinheiro antigo de colecionador, livros, celulares, bolsas, relógios, móveis, acessórios, além dos brinquedos e jogos infantis. As crianças também são estimuladas a trocarem brinquedos, como forma de incluí-las nessa ação ambiental.
O evento sempre atrai cidadãos ambientalmente engajados de outros municípios vizinhos e que também acabam se encantando com o Parque Luís Latorre.
Daniel Adami, 59 anos, morador de Campinas, ficou sabendo da Feira pelos jornais. "Há dois anos comecei a colecionar cédulas e moedas antigas. Entrei em contato com a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura e fui muito bem atendido. Vim com minha esposa. Não conhecia este parque. Fiquei empolgado. Já penso em voltar com meu neto que tem três aninhos para passar o dia aqui", disse Daniel. Ele se declarou impressionado com a ação itatibense: "A Feira de Trocas é super importante. Inclusive, em Campinas, que tem 1,2 milhão de habitantes, a gente nunca ouviu falar de uma ação desse tipo. É bacana porque você consegue atingir pessoas de todos os níveis. Às vezes você tem uma coisa em casa que não está te servindo mas que pode servir para outra pessoa. Achei interessante. Bacana mesmo", completou.