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15 DEZ 2014
EDUCAÇÃO: Alunos da Emeb ‘Profa. Rosa Scavone’ participam de projeto de arte com grafite
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Desde meados do mês de novembro, quem passa na frente da Emeb ‘Profa. Rosa Scavone', no Parque San Francisco', tem se surpreendido e se encantado com as pinturas feitas nas paredes do corredor de entrada da unidade. Trata-se do projeto ‘Arte no Muro', desenvolvido dentro da disciplina de Artes com cerca de 90 alunos de 9º ano e cujos grafites deram nova cara às paredes que antes sofriam com a ação de pichadores.



"O projeto tem como pontos principais a valorização dos talentos dos alunos e a aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula sobre o estilo de pintores famosos numa releitura criativa do grafite", destacou a Secretária da Educação, Profa. Dra. Fatima Polesi Lukjanenko.

A iniciativa partiu da professora de Artes, Célia Regina Grilo Corrêa e teve apoio da diretora Margarida Lourenço dos Santos Barbosa, que solicitou à Prefeitura a autorização para a execução do projeto. "Em novembro os alunos participaram de uma oficina de grafite com o artista Bonga MAC e com isso a ideia de unir esta técnica com o que eles aprenderam nas aulas de Artes amadureceu e resultou neste trabalho", comentou a diretora.

Para a professora, o projeto teve um resultado mais satisfatório do que o planejado inicialmente. "Essa experiência foi muito além do planejado, por causa do grande envolvimento dos alunos. Eles colocaram as suas ideias e contribuíram bastante, por sua própria vontade vinham pela manhã e a tarde, faziam as atividades da escola e deram conta de tudo. Cada um fazendo uma parte, um ajudando o outro", disse a professora Célia. Segundo ela, os vizinhos da escola aprovaram a arte: "A comunidade toda passa e comenta como está ficando bonito e que temos que preservar os desenhos, também aproveitam para tirar fotos e pedir para os alunos fazerem grafite em suas casas", completou.

O grafite não é uma novidade na Emeb ‘Profa. Rosa Scavone', que já ganhou uma arte do artista Bonga MAC, que em novembro ministrou um workshop abordando os objetivos, técnicas e metodologias da arte urbana, em parceria com a Prefeitura de Itatiba, por meio da Secretaria da Educação, e patrocínio da loja Casarin Tintas. Uma das paredes do pátio da escola também tem uma reprodução de Romero Britto feita pelos professores. O projeto ‘Arte no Muro' deverá ganhar novos espaços da escola em breve.



Releituras e criações

A maior parte dos grafites representa ou faz releituras de pinturas de artistas brasileiros renomados como Tarsila do Amaral, Joan Miró, Milton Dacosta, Romero Britto, Cândido Portinari e Gustavo Rosa e que já fazem parte do currículo de Artes do 1º ao 9º ano. Mas também há obras autorais como a pintura de uma cerejeira elaborada em conjunto com os de 3º ano, que fizeram as flores com as marcas das suas mãozinhas.



Entre os alunos maiores, as técnicas também são diversas, sendo utilizadas tintas em spray ou tinta de piso aplicada com pincel e rolo.

O aluno André Barzani, de 15 anos, é autor do grafite intitulado ‘Paz', sugestão que fez e foi aceita pela professora. "É um desenho meu que eu pedi autorização da diretora para fazer e ela concordou. Eu achei muito legal esse projeto na escola porque as pessoas passam a conhecer um pouco mais sobre a cultura do grafite perguntando para nós", diz André, que informou que está começando a fazer grafite e até o pagam por isso. Ele sugere desenhos para os proprietários e recebe as tintas ou dinheiro pelo trabalho.

O aluno Gabriel de Jesus Oliveira, de 15 anos, também elaborou uma obra própria, um aluno com uniforme. "Eu fiz um desenho com inspiração na própria escola, criando um personagem com motivos educativos que incentiva os alunos a virem à escola. Tem gente que não sabe muito sobre essa cultura e quando veem o desenho, gostam e acabam respeitando o grafite. Por isso que eu faço, para ver a alegria das pessoas", conta Gabriel.



Lucas da Silva Nascimento, de 16 anos, também colaborou na grafitagem da escola e disse ter gostado muito da experiência. "O grafite trouxe mais alegria para a nossa escola, quem passa aqui para olhar fica admirado porque não está mais tudo pichado. Meu pai já viu e achou legal e até me disse que eu deveria trabalhar com isso", disse o aluno.

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