O primeiro caso de febre chikungunya dentro do território mineiro foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SESMG). A paciente é uma mulher, de 48 anos, moradora da cidade de Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os sintomas começaram a se manifestar no dia 27 de agosto, e o caso foi confirmado mais de um mês depois. Na última sexta-feira, dia 10 de outubro, uma equipe da SES esteve na casa da paciente que estava com dores nas articulações. Segundo o órgão, ela não viajou para regiões endêmicas. Portanto, é provável que a mulher tenha contraído a doença em Matozinhos. A febre chikungunya foi confirmada por exames feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
De acordo com a SES, há uma possibilidade que o vírus tenha chegado a Matozinhos durante um evento, que contou com a participação de pessoas de diversos estados, inclusive da Bahia, onde há casos confirmados. A secretaria mineira ainda investiga cinco casos suspeitos nas cidades de Montes Claros, Contagem, Belo Horizonte, Viçosa e Coronel Fabriciano. A última atualização do Ministério da Saúde (MS), divulgada no dia 9 de outubro, registra 173 casos internos da doença em território nacional, sendo 156 na Bahia e 17 no Amapá.
O Departamento de Combate à Dengue da Prefeitura de Itatiba lembra que muitos moradores de Itatiba deslocam-se a trabalho, estudo ou a passeio para diversos locais todos os dias, podendo haver o contágio e, consequentemente, a proliferação tanto da dengue quanto do chikungunya na cidade. Pessoas que costumam viajar, seja a estudo, trabalho ou passeio, devem sempre se informar sobre casos de dengue e chikungunya nos locais de destino. Hoje, com os meios de comunicação e a internet é fácil verificar se o local para onde o viajante se dirige enfrenta problemas. Essa verificação pode evitar a exposição desnecessária à doença. Um dos vetores da chikungunya é o mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença também pode ser transmitida pelo Aedes albopictus, mais comum em áreas rurais. Os sintomas são, inicialmente parecidos, mas, no caso de contaminação por chikungunya, há maior intensidade de dor.
A doença
O vírus chikungunya foi identificado pela primeira vez entre 1952 e 1953, durante uma epidemia na Tanzânia. Mas casos parecidos com essa infecção - com febres e dores nas articulações - já haviam sido relatados em 1770. O agente transmissor é o mosquito Aedes aegypti, mesmo causador da dengue, e Aedes albopictus.
Quais são os sintomas?
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. principal diferença são as intensas dores articulares.
Tem tratamento?
Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para prevenila. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticóides.